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quinta-feira, setembro 30, 2010

Os Ranhosos e o Relato do Benfica

O diálogo que mantive com o Duarte, no começo da manhã, teve tanto de sincero como de ordinário. Por razões óbvias, não pode ser transcrito integralmente.

Estou a falar de um arquitecto-pintor anarquista, intratável quando se fala de políticos, da esquerda à direita e da direita à esquerda, gente que segundo ele, além de mentirem, dia sim dia sim, julgam-se "vedetas" do Circo Soleil, embora não passem de artistas falhados, com números de ilusionismo e trapezismo confrangedores.

Ontem ao começo da noite ficou pior que "fodido", quando lhe cortaram o relato do Benfica, para colocarem em directo dois ranhosos a explicarem o inexplicável. Depois de toda a "merda" que fizeram, ainda tiveram a lata de aparecerem armados em "salvadores da pátria" em todas as emissoras que estavam a transmitir o jogo.

Não teve outro remédio, senão desligar o rádio e continuar a trabalhar no projecto que tinha em mãos.

Soube mais tarde que o Benfica tinha perdido na Alemanha, e como quem tinha mais a jeito eram os dois "ranhosos" do governo, culpou-os da derrota.

sábado, julho 04, 2009

Há Olhares que Não Enganam

Raramente falo de desporto, e ainda menos de futebol.

Não é uma coisa que explique com muita lógica. Provavelmente está ligada ao facto de ter começado as funções de jornalista no mundo desportivo, no "Record", de ano após ano, começar a perceber os "jogos" que se disputavam fora das quatro linhas, e ser forçado a perder a inocência de simples adepto...
Isso não fez com que deixasse de gostar do Benfica, embora a distanciação clubística aumentasse (embora nunca fosse muito forte, não me lembro de ter um cachecol ou camisola do Benfica...), ano após ano.
Desta vez abro uma excepção para falar das eleições do Benfica, dos "ratos" que tentaram chegar ao poder (na secretaria, utilizando a nossa justiça, que se presta a tudo, como todos nós sabemos...).
Mesmo sem achar Luís Filipe Vieira o presidente ideal para o Benfica (está longe disso...), fiquei bastante satisfeito com a resposta dos sócios aos "brunos", "monizes" e "veigas", que devem ter percebido que não basta aparecer nas televisões e jornais para se ser presidente do Benfica...
E espero que o Associativismo (único lugar onde se realizavam eleições democráticas nos 48 anos de ditadura) continue independente dos poderes económicos, judiciais e políticos, apesar da apetência da marca Benfica, especialmente agora que se aproxima o fim dos contratos televisivos...
Foi um grande GOOOLOO colectivo, este marcado pelos sócios. Claro que os "ratos" não vão desistir...

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Rogério e a Arte no Futebol


Rogério de Carvalho faz hoje a bonita idade de oitenta e cinco anos.
Foi um extraordinário avançado do Benfica e da selecção, nos anos quarenta e cinquenta, que além dos muitos golos que marcava, era de uma elegância, que tudo parecia fácil, quando tinha a bola nos pés.
Ficou conhecido pelo "Pipi". No princípio da década de noventa explicou-me porquê, nas páginas do "Record": Quando entrei para o Benfica, veio uma moda de Itália, com os casacos de três botões e as calças apertadas em baixo, que eram usados pelos "Pipis". Eu e um colega tínhamos um alfaiate e pedimos-lhe para nos fazer um fato daqueles. Nesse tempo, no Benfica todos tínhamos alcunhas e o Gaspar Pinto e o Albino queriam baptizar-me. Como era magrinho, o Gaspar Pinto pensou em "Agulhas", o Albino disse que como eu era todo "pipas", "Pipi" era melhor. E assim fiquei para a história do futebol.
Além de ser um extraordinário jogador, era correctíssimo, incapaz de responder às agressões e provocações dos defesas adversários...
Parabéns Rogério, pela tua grandeza humana.