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terça-feira, abril 22, 2014

«Cheguei ontem, mas ainda não estou cá...»


Cheguei ontem, mas ainda não estou cá...

Gostei que a televisão da nossa casa fosse apenas um pequeno "ecran" de cinema, já que o sinal da TDT é inexistente.

O resto da família teve mais dificuldades de adaptação, apesar de termos trazido de casa uma filmografia bastante variada, desde os filmes de animação, que todos os adultos gostam de ver, até  aos dramas e comédias de várias nações.

Até trouxe "Uma Abelha na Chuva" de Fernando Lopes (que tive de ver sozinho...), que achei fraquito. Gostei de ver a Laura Soveral, mais jovem, e senti que havia alguma proximidade com "O Delfim", na forma como foram retratadas as personagens principais (a infância do Fernando está certamente nos dois filmes...).

Também ouvimos muita música (é aqui que noto que parei mais no tempo, continuo a preferir a música entre os anos setenta  e os noventa...).

Além de trabalhar (boas manhãs...) também deu para passear e ler (há muito tempo que não devorava mais de cem páginas de um livro apenas num dia, depois conto...).

A fotografia é da barragem da Idanha, a nossa "praia" da Beira no tempo quente, tirada no domingo de Páscoa...

quinta-feira, abril 17, 2014

Páscoa na Beira


Tal como tenho acontecido nos últimos anos, vou passar a Páscoa na Beira.

Não posso falar propriamente em descanso, porque desta vez levo o computador e alguns trabalhos para fazer.

Mas mesmo assim, é diferente.

A mudança de ares faz bem, mesmo que seja por apenas dois ou três dias.

E desta vez parece que o Sol também apareceu, o que é sempre uma boa ajuda, caso pretendamos passear aqui e ali,

O óleo é de Corinne Poplimont.

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Acordar e Descobrir o Manto Branco lá Fora


Estive uns dias fora, nas terras altas, onde as manhãs começam com um manto branco de gelo, que quase parece neve.

Não tinha muita coisa para colocar em dia, apenas alguns trabalhos para acabar e outros para começar...

Era o que fazia, de manhã, enquanto o resto do pessoal permanecia adormecido.

Acendia a lareira e ficava ali, a escrever, a olhar a janela. Quando me cansava do silêncio, colocava um cd, já que neste Dezembro farto, é mais difícil ouvir os passarinhos...

O óleo é de Alia El-Bermani.

terça-feira, agosto 27, 2013

O Quase Adeus do Sol na Barragem da Idanha-a-Nova


Passei pela Beira Baixa este fim de semana, sempre quente e seca no Verão.

Uma das formas de amenizar o calor era acabar o dia nas águas calmas da Barragem da Idanha-a-Nova, onde dizíamos «até amanhã», ao Sol...

domingo, março 31, 2013

Uma Páscoa Estranha


Esta foi uma Páscoa estranha, não por qualquer motivo ligado à religiosidade da quadra, mas pelo tempo molhado que se fez sentir, um pouco por todo o lado.

Normalmente nesta quadra vamos até à Beira Baixa, ver os campos primaveris  ao mesmo tempo que aproveitamos para abrir às janelas e as portas da casa de família, fechada quase o ano inteiro.

O regresso fica adiado para os tempos em que ainda se festeja a Liberdade, mais para o fim do mês que está a chegar...

O óleo é de Bonnie Sklarski.

domingo, outubro 07, 2012

Boas Músicas no Interior


As peripécias da TDT fizeram com que deixássemos de ter televisão na casa da Beira.

E como foi tão bom passar estes dias sem a companhia do pequeno ecran...

Ouvimos muita música, mas também o chilrear dos pássaros que habitavam nas oliveiras rente à nossa casa.

Além dos nossos discos, também ouvimos alguma rádio, inclusive a "Rádio Monsanto", onde revivi a rádio que se fazia quando eu era mais pequenote, pelos anos setenta. A forma de apresentar e de escolher música tinha muita nostalgia, e depois a mensagem inesquecível para os ouvintes: «para si bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a sua sintonia.» 

Rima e é verdade. E claro, foi bom ouvir tanta música portuguesa, alguma que não ouvia há anos...

quinta-feira, outubro 04, 2012

Talvez Haja Correio...


Vou ver se a velha casa ainda está no mesmo sítio e se há alguma carta ou bilhete à minha espera.

Até porque este pode ser o último 5 de Outubro (feriado) das nossas vidas...

Esta gente que julga estar a governar tem-nos tirado quase tudo...

O óleo é de William Albanese.

quarta-feira, abril 11, 2012

«Só há um nome para isto: roubo.»


Ainda não tinha passado pela A23, desde que instalaram as portagens electrónicas.

Fiquei completamente estarrecido com o "roubo" que é praticado por um estado, que há muito tempo deixou de ser pessoa de bem.

Depois de sairmos da A1, praticamente de cinco em cinco quilómetros lá aparecia a portagem e o respectivo valor a pagar (variável, entre 1,10 e 1,30 euros). Em menos de 50 quilómetros percorridos já tinhamos pago 6,95 euros.

Não sei o que é que passa pela cabeça deste governantes, cujo único pensamento é "sacar" dinheiro ao contribuinte. Não fazem nada para que a economia cresça, limitam-se à reles função de "cobradores de fraque".

E claro, com este caminho, não tarda seremos outra Grécia, embora mais de 80% da população seja completamente alheia a este estado de coisas e pouco ou nada tenha contribuído para a situação económica e financeira do país.

Por isso é que digo: «Só há um nome para isto: roubo.»

O óleo é de Toni Becerra.

terça-feira, abril 10, 2012

O Riacho Desapareceu


O velho riacho, onde as rãs "coachavam" quando a tarde partia para outras bandas, a cinquenta metros da nossa  casa, desapareceu. 

O terreno foi "terraplanado" e a cova ficou quase direita, ao mesmo tempo que tornaram a linha de água existente, subterrânea.

Acredito que tenha sido uma obra legal, feita segundo a vontade dos donos, etc, mas não havia necessidade, pelo menos em nome da natureza.

Imaginem o que é, em vez desta imagem, olharem e verem apenas areia.

Mas o pior mesmo é a ausência da musicalidade dos antigos habitantes do riacho...

domingo, setembro 04, 2011

Passeio pelo Interior Norte


Depois de termos passado o fim de semana no nosso refúgio da Beira Baixa, resolvemos partir à aventura, durante quatro dias, pela Beira Alta e pelo começo de Trás-os-Montes.


Havia dois momentos especiais no passeio: a visita ao Museu e às Gravuras Rupestres de Vila Nova de Foz Côa e um passeio de barco pelo Douro.

Pelo caminho fomos passando por várias localidades bonitas e agradáveis, umas desconhecidas e outras que já não visitavámos há bastante tempo (Guarda, Pinhel, Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, Pocinho, Torre de Moncorvo, Pinhão, Régua, Vila Real, Lamego, Trancoso - um belo acaso...-, Celorico da Beira, Alpedrinha, Castelo Branco, etc).

Só na quinta-feira é que apanhámos alguma chuva, mas nada de muito preocupante...

Uma bela viagem pelo nosso Portugal mais escondido.

segunda-feira, agosto 29, 2011

O Original


Gosto muito deste óleo de Andrew Wieth.


Por estes dias ando em paisagens com estas tonalidades...

sexta-feira, abril 29, 2011

O Coro das Rãs (no Charco)


Título: Restos das pequenas férias de Páscoa.

Legenda: A poucos metros da nossa "casa de campo", há um charco, que só fica vazio no pico do Verão.

Quando começa a anoitecer é um regalo ouvir o "coro das rãs", que passam o tempo a saltitar e a encher a água de borbulhas de ar, na estação mais rica em cheiros, cores e sons.

E nem sequer vou falar da orquestra dos grilos, do voo picado das andorinhas, que fazem todos os anos ninhos na nossa varanda ou ainda das cores das plantas selvagens que florescem.

Fico-me pelas rãs, que os meus filhos chamam de "sapos"...

domingo, setembro 05, 2010

Final de Agosto Quente


Uma das formas de suportarmos o calor deste Agosto no interior, era visitar a barragem e ficarmos por lá até depois do pôr do Sol...

terça-feira, abril 06, 2010

O João Pastor

A Páscoa tem sido sinónimo de mini-feiras no interior, numa pequena aldeia da Beira Baixa, onde é possível quebrar rotinas e aliviar o "popularucho stress".

Mesmo que me deite tarde, sou o sempre o primeiro a acordar. Depois de comer qualquer coisa, lá vou eu, em busca de nada, na companhia da bicharada que voa e canta, pelos campos, desta vez mais verdes e floridos, graças à boa da chuva.
Num destes passeios matinais também fui surpreendido pelas movimentações rápidas de um rebanho, que mudava de lugar de pastagem, sem ter tempo sequer para saborear a folhagem. Tudo graças à acção de um pequeno cão, ladino, que passou perto de mim e fingiu que não me viu, ali parado, a assistir ao espectáculo como se estivesse num "camarote".
Ao longe estava um rapaz, que de vez em quanto assobiava, para que o cão se acalmasse e deixasse o rebanho saborear a pastagem.
Aproximei-me e passei rente ao jovem que estava prestes a entrar na adolescência, dei-lhe um bom dia e recebi um nada de resposta. O único que respondeu foi um velho cão, pastor serra da estrela, que me avisou para desaparecer dali, como se estivesse a mais.
Lá segui o meu caminho, sem mudar de velocidade e sem parar de olhar para o rebanho...
Aquele encontro fez com que me lembrasse do meu pai, porque a sua primeira profissão foi pastor. Tantas vezes que em vez de ir à escola, tinha de ir guardar cabras e ovelhas, descalço, pelos montes e vales que circundavam a sua aldeia...

quarta-feira, abril 15, 2009

Recuar no Tempo

Aproveitei a Páscoa para passar uns dias na Beira Baixa, onde reparei num pormenor que me tem passado despercebido. Senti-me de regresso a um país antigo, que ainda alimenta a existência de dois universos distintos, o masculino e o feminino, como nos anos, cinquenta sessenta e setenta.

Nunca tinha reparado com tanta nitidez que os cafés são para os homens e a casa e a igreja para as mulheres.
Por ter bebido café em terras diferentes (Alcafozes, Medelim, Penha Garcia), onde o único ponto comum era estar rodeado apenas de homens, de várias idades, que faziam um barulho ensurdecedor (até neste aspecto as mulheres fazem falta, cortam o pio a tantos homens...).
O mais curioso é que algumas mulheres da cidade, quando regressam ao interior beirão, parecem sentir-se cómodas com esta separação.
Eu senti-me bastante estranho neste recuo no tempo...
A fotografia é do inesquecível Robert Doisneau (acho que já a publiquei, mas...).

sábado, novembro 29, 2008

A Apanha da Azeitona

A nossa agricultura tem sido bastante condicionada pela União Europeia. Uma das actividades que vão resistindo é a apanha da azeitona. Não é por acaso que continuamos a ter um dos melhores azeites do mundo...

Os nossos maiores olivais existem nas Beiras e nos Alentejos. Muitos deles hoje são propriedade espanhola...
Apesar de ser uma tarefa árdua, vai resistindo ao tempo.
Esta prosa deve-se ao facto de ter sido convidado para participar na "apanha da azeitona" na Beira-Baixa, neste Outono, onde ainda tenho raízes paternas. Claro que com este frio, nem pensar. Mas senti alguma curiosidade em assistir e ajudar neste trabalho agricola, ainda bastante artesanal, por esse interior fora...
Esta fotografia antiga mostra-nos o traje feminino usado na apanha da azeitona, e é, de 1912. O autor é desconhecido.

quarta-feira, março 26, 2008

A Pose da Catarina

Este olhar, esta pose para a fotografia, é uma boa mostra de um Portugal (quase extinto...) que ainda morre de amores pelos campos...

A Catarina começou por ser uma ovelha de peluche da minha filhota, até passar a ser a imagem de marca de todos os rebanhos...