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sábado, fevereiro 02, 2013

A Indiferença


"A Indiferença" de Jean Dieuzaide, rente ao Tejo, com o "Navio Escola Sagres" e uma corveta a no rio, a pousarem para a fotografia.

Não sei porque razão o autor escolheu este título. Talvez estivesse de alguma forma ligada ao Portugal de Salazar, à postura dos portugueses.

A beleza de Lisboa e do Tejo inspiraram grandes fotógrafos, como foi o caso do francês.

segunda-feira, outubro 29, 2012

E Não é que Tenho Mesmo Mais Barcas Azuis?...


Um dos inúmeros visitantes que nunca deixam comentários, gosta de me dar a entender que está atento às vistas e conversas do "Largo".  Oferece-me sempre uma pista quando nos cruzamos na rua.  

Desta vez perguntou-me se tinha mais barcos azuis, para  guardar no armazém.

E não é que tinha mais um, também do Ian Ledward...


sábado, outubro 27, 2012

O Inverno do Nosso Descontentamento


As barcas já começaram a ser arrumadas nos armazéns,  onde ficam pelo menos até Março. É assim todos os anos. 

Há quem não perceba este ritual e finja que em Portugal não há Inverno, defendendo mesmo que o lugar das embarcações é na água. 

Claro que quem diz isto não tem nenhuma barca por aí ou finge que chegou ontem do Norte da Europa, onde raramente aparece o Sol.

Lembro-me sempre da frase estúpida, «uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa», utilizada para quem não vai lá com desenhos.

O Sol aparece muitas vezes no Inverno por aqui e ainda bem. Pode abrir-nos um sorriso, o que não quer dizer que nos aqueça a alma. 

Mesmo que o nosso país seja descrito como um paraíso de Janeiro a Dezembro (principalmente por quem aparece no tempo frio e encontra uma temperatura de quatro, cinco graus, em vez dos vinte negativos das suas terreolas...), fico sempre com a sensação que isso é coisa do cinema e dos livros.

O óleo é de Ian Ledward.

sábado, março 17, 2012

Uma Travessia Esclarecedora


De manhã atravessei o rio de cacilheiro e fui a Lisboa (com a crise parece que a Capital ficou mais afastada e vou menos vezes à cidade grande...). Durante a viagem reparei num pequeno pormenor: a maior parte das pessoas que liam, tinham livros nas suas mãos. 

Apenas meia dúzia folheava jornais, quase todos desportivos, excepcionalmente pintados de verde, pela passagem do Sporting aos quartos de final da Liga Europa.

A febre dos gratuitos desapareceu há já algum tempo. Provavelmente, em vez de ter fixado leitores - como muitos defendiam -, foi capaz de ter produzido o efeito contrário.


E como eu percebo estes leitores de livros. Ficção por ficção, é preferível escolher a boa, feita pelos melhores autores...

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Particularidades dos "Cruzeiros do Tejo"



De manhã, quando cheguei a Lisboa e me despedi da minha companheira de viagem, fiquei a pensar que só me sento na parte inferior do cacilheiro, quando encontro alguém que prefere navegar no "rés de chão" da barca e fico por ali, a conversar. Ou seja mais de noventa por cento das viagens que faço são no piso superior.

Não o faço apenas por me sentir mais seguro, mas sim por gostar de olhar de cima e ter a sensação que a vista tem outro encanto no "primeiro andar"... 

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

A Viagem Atlântica Adiada...


Há mais de dez anos estive quase a participar numa aventura oceânica de veleiro, com dois amigos.

O dono de uma "barca" à vela queria muito levá-la para o outro lado do Atlântico, para se recrear, mas faltava-lhe coragem para se meter nos "apertos" do Oceano, durante pelo menos uns quinze dias, se o vento estivesse pelos ajustes.

O meu amigo Tozé era conhecido no meio, pois costumava ganhar umas notas nas horas vagas, com a sua carta de patrão de mar. Conduzia alguns "barcões", desde Lisboa, Figueira da Foz ou Matosinhos, de gente que gostava de passear os seus "brinquedos" no Sul, mas que era pouco afoita para se aventurar em viagens oceânicas.

Quando ele nos lançou o desafio (a mim e ao Henrique), fiquei expectante. Sabia que seria uma aventura e pêras, já tinha andado pelo mar, de traineira e corveta, mas nunca de veleiro.

Estava tudo planeado, até fizemos um fim de semana de mar, ao largo do Algarve, para nos adaptarmos aquela "casa ambulante" (partíamos da Marina de Vilamoura em direcção ao Rio, com escala na Madeira).

Quando até já tínhamos data para a "viagem", o dono do veleiro de doze metros achou por bem aproveitar uma boa oferta e vendeu-o.

Na época fiquei com pena, mas para a família foi um descanso. O meu filho ainda não tinha dois anos...

Senti que perdi a oportunidade de uma vida.

Digo isso porque sei que se me surgisse hoje uma aventura do género, dizia que não, porque uma coisa são trinta e alguns anos, outra são quarenta e muitos...

O óleo é de Brent Lynch. 

sexta-feira, dezembro 16, 2011

No Tempo em que Éramos Quase Pobres...


No tempo em que éramos quase pobres, tinha poucos amigos da minha idade com carro.

Aos vinte e muitos poucos anos recordo que boa parte dos amigos da "borga", com quem me aventurava na noite, eram todos ligeiramente mais velhos que eu.

Estou a falar da primeira metade dos anos oitenta. Há quase trinta anos...

Dentro da noite, conhecíamos alguns mulheres, quase "aves nocturnas", que também escolhiam a quinta-feira como espaço de diversão, escapando às enchentes do fim de semana.

Como ninguém tinha carro e gostávamos mais de gastar dinheiro em cerveja que em táxis, esperávamos quase sempre pelo primeiro barco da manhã.

Nem sempre estávamos em bom estado, mas como éramos jovens, não custava nada fazer uma directa. O quase ligeiro peso dos olhos era coisa pouca, mesmo quando com mais uns "quilos" depois do almoço...

Esperávamos muitas vezes o barco à beira-mar, a olhar o rio com a neblina matinal, quase sempre divertidos e sem esperar que aparecesse ele rei dom Sebastião, como neste óleo de Tim Etiel.

terça-feira, julho 12, 2011

«Os Barcos Morrem Quase Sempre de Pé.»


O velho pescador disse que os barcos que chegavam a velhos morriam quase sempre de pé, mesmo quando eram abandonados na areia, entregues ao frio do Inverno e ao calor do Verão.


Incapaz de contrariar a sabedoria do homem do mar, fiquei em silêncio, embora me lembrasse dos barcos que morriam de pernas para o ar, que os donos viravam ao contrário para todo o sempre.

E eu sabia que havia um pouco de tudo no "cemitério de barcos" da lagoa.

Claro que ele deveria ter na mente uma qualquer alegoria que não percebi, por não pertencer aquele mundo de gente salgada pela vida.

O óleo é de Jaume Laporta.

quarta-feira, abril 20, 2011

Cacilheiros com Livros


Hoje atravessei o rio de cacilheiro com o Carlos. Como de costume falámos de muitas coisas, até de livros.


Com o olhar preso nas duas senhoras que devoravam "O Anjo Branco", a poucos metros de distância, concordámos que se houvesse um "top" de livros lidos nos barcos laranjas, o José Rodrigues dos Santos era o mais lido.

Carlos com um sorriso malandro, disse-me que tinha inveja do "escritor-pivô-correspondente de guerra". Como viu que eu fiquei com algumas dúvidas da sua "dor de cotovelo", acrescentou como se me quisesse descansar, que só tinha inveja dos seus leitores, não da forma como escrevia...

domingo, abril 11, 2010

Mergulhar na Paisagem

Não sei onde ouvi esta expressão, quase de certeza que não foi inventada por mim.

A única coisa que sei é que adoro "mergulhar na paisagem".
Quando não nos apetece pegar no carro e andar por aí, a aturar as "avarias" dos condutores de fim de semana, que enchem as nossas estradas, resta-nos o Tejo, que é sempre uma delícia a qualquer hora do dia.
Não sei porquê, mas gosto mais das suas margens, ao cair da tarde. Se possível, até conseguir ver o Sol a escapar, lá para os lados de Cascais.

Hoje foi assim, a maré estava baixa...

sábado, novembro 03, 2007

Um Rio Cheio de Cor e Barcas Belas


Estava à beira rio, na Trafaria quando vi passar um cargueiro, que acabou por obrigar o cacilheiro a dar uma volta maior, fazendo com que de repente, aquele pedaço do rio, junto à vila, ficasse congestionado de "barcas belas"...