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domingo, março 15, 2015

A Gaiola das "Malucas"


Na minha cidade há muita gente, pouco anónima, que gosta de alimentar os animais sem dono que vagueiam pelas ruas.

Um dia destes vi mesmo uma senhora a puxar um carrinho de compras cheio de milho que espalhava em locais certos, para encher a barriga aos pombos, sem se preocupar com as indicações proibitivas da Autarquia (houve uma altura que até tinha um "alimentador de pombos" que distribuía milho especial pelas ruas para estes não se reproduzirem...) ou com as palavras de quem chama a estas aves, "ratos com asas".

A poucas centenas de metros da minha casa, há três mulheres que se revezam na alimentação de gatos vadios e agora uma delas costuma levar uma gaiola metálica e o marido (julgo eu...) anda com uma espécie de camaroeiro a ver se os caça e mete na "armadilha".

Entre outras coisas é um exercício de paciência, até porque os gatos são dos animais mais espertos que encontramos pelas ruas.

A minha filha baptizou aquela coisa como a "gaiola das malucas". Mas ainda nenhum de nós percebeu para que "experiência científica" andam a apanhar gatos. Como conheço uma das mulheres, fiquei de lhe perguntar, para esclarecer a curiosidade cá em casa.

O óleo é de Steven Scott Young.

quinta-feira, março 12, 2015

Este "Mar" que nos Rodeia...


Podiam obrigar-nos a andar todos vestidos de igual, mas isso não ia mudar nada.

Crescemos sobretudo com a diferença. Mesmo que sejamos forçados a entrar diariamente num "mar de lugares comuns", cheio de ondas e com peixes de toda a espécie, onde os mais fortes têm, como de costume, a vida facilitada, isso não muda nada.

O mais curioso neste "mar" é que quem navega em barcas são os "tubarões"...

O óleo é de Stephen Scott Young.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Cacilhas e os Burros


Foi há já muito tempo que as "burrricadas" passaram de moda em Cacilhas. Foi por isso que estranhei que aquele sujeito, que mal conhecia, sorrisse, quando disse que morava em Cacilhas, quase a apontar-me para as orelhas e a dizer que eu vivia na "Terra dos Burros".

Não sorri, não fui ordinário nem acrescentei nada à conversa. Podia dizer que me orgulhava muito da história de Cacilhas e que até já tinha escrito vários livros sobre esta Localidade, mas podia parecer que me estava a colocar em bicos de pés. E por outro lado, cada vez gosto menos de dar "pérolas a porcos"...

Nem sequer lhe disse, que pelo que sabia, os "burros" costumavam chegar de barco, vindos de Lisboa...

O óleo é de Ortega Munõz.

terça-feira, agosto 19, 2014

A Dificuldade em Aceitar a Mulher como Igual


Quase todos os dias descobrimos histórias de violência, que demonstram a dificuldade que o homem tem em aceitar a mulher dos nossos dias, sem tempo para a submissão e em alguns casos, quase escravidão.

O mais grave é existirem casos de agressões em todos os escalões etários, desde jovens com vinte anos a septagenários. Ou seja, não podemos resumir esta negação da igualdade, a um problema geracional, já que se trata de um problema de toda a sociedade.

Embora possa ser polémico e injusto, penso que as mães têm muita responsabilidade em todos estes casos, pois devem ser elas as primeiras a defender o seu papel de Mulher na sociedade, na educação que dão aos seus filhos.

Não podem nunca desvalorizar a importância do seu papel na sociedade moderna e o respeito que devem merecer dos companheiros e dos filhos.

O óleo é de Jon Boe Paulsen.

domingo, março 23, 2014

Gostar de Liberdade não é Isto


Provavelmente o problema é meu, mas desde que me conheço, que não gosto de ver pássaros presos em gaiolas.

Apetece-me sempre abrir as portas de par em par e convidá-los para um voo, para experimentarem bater as asas em liberdade.

Há sempre quem argumente que algumas destas aves só conseguem sobreviver em cativeiro. Mesmo assim não sou sensível...

Sinto que se elas têm asas é para voar...

A minha sogra pensa exactamente o contrário. E como não lhe chega uma, tem três gaiolas...

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Gaivotas em Terra


Começa a ser comum ver gaivotas em terra por aqui.
Mesmo quando não há sinais de "tempestade"...

Isto não acontece apenas devido à proximidade do Tejo ou do Atlântico.
Aliás, eles estão aqui, desde sempre.

Até parece que as gaivotas estão a querer fazer parte da paisagem diária de Almada...

O óleo é de Ton  Haring.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Há Dias de Sorte, Mesmo que Sejam 13


Hoje, dia 13, do último mês do ano, é com toda a certeza um dia de sorte.

Claro que não é preciso exagerar e investir a sério no "euromilhões" ou em qualquer lotaria, também de milhões.

Digo isto porque nunca me dei mal com o treze e os gatos que gosto mais, até são os pretos, quase panteras em miniatura.

Apesar do tempo ter andado cinzento, a ameaçar chuva, estive-me  nas "tintas" para ele. Não me roubou o sorriso nem a leveza de ser a última sexta-feira da "mitologia do azar". E até me fartei de subir e descer escadas.

O óleo é de Carol Arnold.

sábado, outubro 05, 2013

O Cavalo Mais Versátil do Cinema


O filme começou como acabou, praticamente sem dinheiro.

Nos primeiros dias havia muita alegria e curiosidade. Entre outras coisas, a malta achou piada a não existência de camarins, ao ter de partilhar uma tenda de campismo quase gigante, onde era possível ver as miúdas quase nuas, quando se preparavam para as cenas.

Depois a coisa perdeu algumas graça. É sempre assim.

Mas quem mais "sofreu" com a imaginação do realizador foi o "Tristonho", que era o único cavalo presente e teve de fazer três papeis diferentes, ou seja, deixar-se pintar de duas maneiras diferentes, além do seu castanho natural, bonito.

Quem assistiu às filmagens achou piada à confusão, embora pensasse que se tratava de uma brincadeira de "gente pobre", a imitar o quase Circo das pequenas e curtas companhias que se esforçavam para oferecer alegria às gentes das pequenas cidades e vilas.

O óleo é de Sarah Morton.

sábado, agosto 17, 2013

A Vida Nunca Avança em Linha Recta


A vida nunca avança em linha recta.

Além de nos fazer andar aos círculos, também nos obriga a percorrer uma série de rampas e descidas, por vezes vertiginosas, alimentando-se, sobretudo, dos nossos avanços e recuos.

É por isso que é fácil constatar que nem todos evoluímos, há mesmo quem regrida, e bastante...

Um dos piores exemplos que encontro nesta "regressão" são os fulanos com idade para serem meus filhos, que continuam a afirmar a sua "pequenez de machos", através da pancada que distribuem nas namoradas e mulheres, apesar dos exemplos quase diários, de mortes estúpidas e cobardes, que são provocadas por tudo, menos amor.

Não conseguiram aprender nada, nem mesmo com os maus exemplos à sua volta...

O óleo é de Marcos Rey.

sexta-feira, junho 14, 2013

«Quem não quer ser burro,não lhe veste a pele.»


A minha avó dizia muitas vezes a frase: «quem não quer ser burro não lhe veste a pele (com orelhas e tudo).» E tinha toda a razão.

É a sensação que tenho, sempre que ouço ou vejo a criatura que anda "perdida" pelos paços de Belém.

O mais grave é sentir que cada nome que lhe atribuem, ofende sempre alguém, que não tem nada que ver com os assuntos da governação.

Não são só os Palhaços que não gostam de ser metidos no mesmo saco com o sujeito, o mesmo acontece com os Malandros que se prezam ou ainda com Proxenetas, Homossexuais ou até Machos da Cabra.

Com a história das multas e dos "circos", não tenho dúvidas de que nunca houve tanta gente a chamar toda a espécie de nomes, ao inquilino do Palácio Cor de Rosa, mesmo que seja em surdina...

Nota: Quando falamos no "cara de pau", insultamos sempre alguém, desta vez foi um burro, mas podia ser um urso, um camelo ou até um lobo...

O óleo é de Lesley Humphrey.

quinta-feira, abril 11, 2013

Quando Duas Pessoas São Uma Multidão


Antes de entrar em casa, fiquei a falar alguns minutos com um dos meus vizinhos, que aproveitou a minha "companhia" para chamar a atenção a um "passeador de cães", com bons modos, que a encomenda que o seu bicho de estimação tinha deixado no passeio, era para apanhar.

O homem de trinta e poucos anos olhou para nós meio espantado e sem dizer uma palavra, pegou num saco guardado no bolso e limpou o passeio, seguindo a marcha em silêncio.

Entre as várias graçolas que trocámos,  falámos da possibilidade da existência de um bairro só para pessoas com cães, tendo o meu vizinho acrescentado logo que isso não resolveria a situação, porque os donos gostam sempre de levar os animais a "cagar longe" das suas portas...

Ou seja, se existisse um bairro mais "zoológico", os passeios das suas zonas fronteiriças dariam ares de qualquer coisa como um "campo minado", menos perigoso mas mais cheiroso...

Nestes casos, duas pessoas são quase uma multidão, pois são capazes de dizer coisas, que não diriam se estivessem sós. Até porque as pessoas que passeiam animais, estão longe de ser as mais simpáticas do mundo.

O óleo é de Tyson Grumm.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Ter Mais Vidas que os Gatos


As conversas que tenho com o Gui, são de tal forma ricas, que poderiam proporcionar umas três ou quatro "postas", sem grandes dificuldades. O único problema é muitas vezes serem demasiado personalizadas, não fazendo sentido publicá-las sem os seus verdadeiros donos...

Há algumas que podem ser generalizadas como a conversa a que assistiu, numa mesa farta de realizadores e actores, em que foi divulgado por uma anotadora que um dos rapazes da mesa já somava treze mortes, entre os vários papeis que teve em telenovelas e fitas de cinema, mais cinco que as permitidas aos gatos.

Foi risota geral, até por ele não fazer a mínima ideia desta sua parte curricular  Confessou mesmo que não se incomodava de continuar a morrer mais vezes nas ficções de televisão e cinema, queria era trabalhar, mesmo que não chegasse ao fim da história.

Mas não deixa de ser estranho que alguns actores (principalmente os de Hollywood)  sejam sistematicamente "bandidos" e tenham o seu destino traçado logo no início do filme...

O óleo é de Carol Arnold.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Hoje há Cegonhas e Quase não há Bebés...


Os milhentos ninhos de cegonha são uma constante por esse interior fora, contrastando com a ausência de "bebés", pelas razões que se conhecem. 

Pensar que ambos povoavam uma velha história que ainda ouvi contar na minha infância, que era usada para não se aprofundar de forma alguma a arte natural de se fazerem criancinhas. Ou seja, diziam-nos que os bebés vinham de França (nunca percebi porquê....), transportados  em segurança pelas benditas cegonhas e não se falava mais disso.

Este óleo de Tom Root, quase que retrata um "porto de transbordo de criancinhas", que estão à espera de embarcar para o tal país, que parece que fabricava bebés em série,  onde nem falta a ave guardiã.

domingo, setembro 30, 2012

Um Cavalo Chamado Borges


O Borges quando começou a aparecer nas televisões,  fazia o papel de estrangeirado, com o discurso habitual dos seguidores do Eça, assente na retórica de que lá fora é tudo bom e cá dentro é tudo mau. 

Com a chegada ao poder do PSD aceitou fazer outro papel, não tanto de "bombo da festa", nem de "elefante numa loja de louças", mas sim o de "cavalo", sempre pronto para distribuir coices em todas as direcções.

Tão depressa diz que os portugueses ganham muito dinheiro e têm de ver os salários reduzidos, como chama ignorantes aos empresários, que não concordam com os seus pontos de vista em relação à TSU.

Consegue essa coisa incrível de colocar gente do seu próprio partido e do CDS a criticá-lo e a aconselhá-lo a ficar calado e quieto no seu cantinho.

Eles não sabem nem sonham o quanto difícil é parar uma "besta", ainda por cima se andar a espalhar coices a troco de "torrões de açucar"...

O óleo é de Michelle Grant.

segunda-feira, agosto 27, 2012

Absurdos ou Talvez Não...


Nós humanos sempre fomos demasiado controversos e perdulários em relação a tudo o que nos rodeia. Isso poderá explicar um pouco a preferência de tanta gente, em navegar no erro, muitas vezes apenas porque sim.
Este comportamento também explica, em parte, as razões pela qual nunca conseguimos perceber o verdadeiro sentido da palavra Liberdade. Talvez seja por isso que a utilizamos tantas vezes como "bóia de salvação" e também como "tampão" dos nossos erros...
Houve três acontecimentos esta semana (embora um deles, o mais grave em consequências trágicas, já venha de trás...), que marcaram a discussão pública, em todos os lugares, fazendo quase esquecer a "derrapagem do défice" do governo, quase...

A privatização da RTP  é, aparentemente, o caso mais absurdo, com a figurinha mais marciana do PSD, o Borges, a ser encarregado de lançar mais uma  "nuvem" de nada, ao colocar a possibilidade de se "oferecer" a televisão e a rádio pública, a quem quisesse, juntamente com os milhões da taxa que todos pagamos, metida na factura da electricidade. Esta é a forma mais usual de se conseguir obter algo, entendido até aí como inaceitável: lançar para a opinião público algo ainda mais absurdo e improvável.

Embora se tenha passado em Espanha, não consigo perceber como é que é possível receber a destruição de uma obra de arte do século XIX, por uma senhora idosa, que resolveu armar-se em "restauradora de arte" (perante o silêncio e a aceitação da comunidade religiosa local...) com sorrisos e participar na romaria que se criou à sua volta, como se fosse a coisa mais natural do mundo. 

O terceiro caso é o mais grave, porque fez várias vitimas nas últimas semanas, inclusive mortais. Refiro-me à manutenção de cães de raças perigosas e mortais, no espaço público.
É provável que a solução que preconizo para este problema seja radical, mas não encontro outra. Se eu não posso ter um leão ou um tigre em casa, os senhores que prolongam a sua virilidade, através destes animais, também não os podiam ter, muito menos na varanda do apartamento.
Estranho é o silêncio das associações de defesa de animais, que fazem manifestações junto às praças de touros, pelo comportamento bárbaro dos seus semelhantes, que se revém na chamada  "festa brava". Gostava de saber o que pensam do assunto e que soluções têm para nos oferecer.

De certeza que Liberdade não é delapidar o património do Estado - mesmo que seja realizada por um governo aparentemente democrático -, destruir Arte pública ou utilizar animais perigosos para satisfação do ego.

O óleo é de Nathan Durfee.

sexta-feira, agosto 24, 2012

O Vento Aparece Sempre no Final de Agosto


À medida que vamos caminhando para o final de Agosto, sentimos os dias a ficarem mais curtos. Além de escurecer mais cedo, são raros os dias em que o vento não sopra ao fim da tarde.

É esse mesmo vento que trás e leva as nuvens, também elas presenças quase permanentes, a adivinhar Setembro...

Quando vi este quadro da Carol Saxe, lembrei-me de uma casa de praia sempre cheia de gatos, usados como alvo, por uma série de "putos safados", capazes de fazer coisas impensáveis quando se juntavam em grupo...

domingo, junho 03, 2012

Lisboa dos Jacarandás, dos Pombos e de Outras Coisas Mais


Hoje apeteceu-me ir a Campo de Ourique, com passagem pelo Jardim da Estrela.

Gostei de ver o Jardim bem cuidado e cheio de gente, de todas as idades, assim como dos jacanradás, que rodeavam a Basílica da Estrela.

Acabei por descer pela Lapa até São Bento, onde tirei esta fotografia, a quase um palmo de um pombo que insistiu em ficar na fotografia, sem deixar de me mirar...

sábado, janeiro 07, 2012

O Olhar Atrevido do Balzac


- Não gosto do teu gato.
- Porquê?
- Porque não gosto da forma como olha para mim, parece que me quer despir com o olhar.
- É gato para isso, mas isso só demonstra que gosta de ti.
- Sim?
- Sim.
- Explica lá isso.
- Nós só nos damos ao trabalho de despir alguém com o olhar, se gostarmos dela...
- Agora também és gato?
- Não, mas além de pertencer ao género masculino, conheço o Balzac melhor que tu.

segunda-feira, novembro 14, 2011

O Tempo, Curto e Longo...



Devia compreender mais o Carlos, por agora depois de velho, andar a passear o seu cão pela cidade. Sei que o passeio é apenas mais uma forma de ele lhe agradecer a companhia e a amizade, que tanto o ajudam a "enganar" a solidão.

De manhã explicou-me como o tempo pode ser estranho e diferente. Sete anos tanto podem parecer cem anos como estarem demasiado próximos, soarem a quase ontem. Sabe que nunca vai esquecer a companheira, que vai ser assim até ao fim.

O pior de tudo são mesmo as datas que estão gravadas no seu coração: a primeira vez que a viu, o casamento, e sobretudo o seu adeus, no fatídico dia 12 de Novembro...


Só tenho medo que ele à medida que se vá afeiçoando ao seu fiel amigo, vá desistindo das pessoas.


O óleo é de Chris Chapman.

sexta-feira, abril 29, 2011

O Coro das Rãs (no Charco)


Título: Restos das pequenas férias de Páscoa.

Legenda: A poucos metros da nossa "casa de campo", há um charco, que só fica vazio no pico do Verão.

Quando começa a anoitecer é um regalo ouvir o "coro das rãs", que passam o tempo a saltitar e a encher a água de borbulhas de ar, na estação mais rica em cheiros, cores e sons.

E nem sequer vou falar da orquestra dos grilos, do voo picado das andorinhas, que fazem todos os anos ninhos na nossa varanda ou ainda das cores das plantas selvagens que florescem.

Fico-me pelas rãs, que os meus filhos chamam de "sapos"...