Mostrar mensagens com a etiqueta Almada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Almada. Mostrar todas as mensagens

domingo, julho 08, 2018

O Tejo que Eu (ainda) Vejo da Minha Janela...


Embora há 30 anos o Tejo não fosse tão "disputado" como nos dias de hoje, nem as suas vistas influenciassem tanto o valor das casas, sei que "o mais bonito Rio da minha Aldeia" foi decisivo para comprar a minha casa, que quando foi descoberta, ainda estava em construção...

Naturalmente, nestas três décadas foi desvalorizando, ao mesmo tempo que lhe iam roubando as vistas do Rio, sem que eu fosse "ouvido ou achado"...

Hoje ainda é possível ver o Tejo, mas apenas de um ângulo, e não com os 180 graus que me maravilharam...

(Fotografia de Luís Eme - vista actual)

sábado, junho 23, 2018

O 23 de Junho em Almada


Hoje é um dia especial em Almada, em que se começa a festejar o nosso santo, o São João.

Além do tradicional desfile das Marchas Populares lá mais para a noite, é também dia de festa na Casa da Cerca (comemora o seu 25º aniversário), que é muito mais um o Centro de Arte Contemporânea de Almada, é um dos melhores miradouros de Almada, e não só apenas para Lisboa e para o Tejo, como se pode comprovar com esta foto...

Sem esquecer alguns bailaricos, aqui e ali, para manter a tradição...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 08, 2018

Coisas Perigosas (Quase Escondidas)...


Esta fotografia é apenas um exemplo das coisas dramáticas e perigosas, que quase não se vêem, porque estão ligeiramente distantes do "mundo", mas que existem "aos pontapés" neste nosso Portugal, de Norte a Sul.

Normalmente não são lugares de passagem. E por isso mesmo, não são assunto de conversa ou de crítica, não se fazem abaixo-assinados nem se faz "tremer o mundo" através do facebook...

Este cais completamente arruinado fica exactamente no Olho de Boi,  um quase "bairro" de antigos operários de Almada, à beira Tejo, rente às antigas instalações da Companhia Portuguesa de Pesca.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 25, 2018

Almada Cantou "Abril Sempre" com os Xutos


Almada voltou a ter a música como grande atractivo da Festa da Liberdade. Começou ainda a 24 com Gisela João (mas o fado perde tanto em espectáculos de massas...), depois escutámos um coro, infantil e juvenil, que cantou a nossa Grândola, o cântico da liberdade da autoria do nosso maior poeta-cantor,  o inesquecível Zeca Afonso.

Mudou-se a página do 24 para 25 com o tradicional fogo de artífico... e depois veio o grande concerto da noite, com a única verdadeira banda de rock portuguesa, os "Xutos e Pontapés".

Os largos milhares de pessoas que inundaram as praças S. João Baptista e da Liberdade (não me lembro de as ver com tanta gente...), saíram satisfeitas, porque o Tim, o Kalu, o Cabeleira e o Gui, continuam em grande (mesmo sem o carismático Zé Pedro...) e ofereceram aos almadenses um concerto inesquecível.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 16, 2018

Claro que Sim...


Claro que sim, as "pinturas de guerra urbana" podem tornar alguns lugares abandonados mais alegres e bonitos.


É o que se passa por exemplo nas imediações do Caramujo e da Romeira (Cova da Piedade).

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, março 28, 2018

O Prodígio da Experiência


Passei ontem pela Casa da Cerca para ver a exposição, "Ana Hatherly, o Prodígio da Experiência".

A Ana foi poeta, ensaista, investigadora, tradutora, professora universitária e artista plástica. Para algumas pessoas pode parecer muita coisa, para mim (que também gosto de fazer mais que uma coisa...) parece-me o percurso normal de quem gostava das palavras e também das imagens. E deve ter sido por isso que também se formou em técnicas cinematográficas e ensinou cinema.

Gostei de algumas coisas que vi, de outras nem tanto. Mas as exposições da Casa da Cerca de Almada são sempre curiosas e singulares...

Da poeta gosto sobretudo da sua capacidade "minimalista", de dizer tanto usando tão poucas palavras...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, março 27, 2018

O Primeiro Ensaio...


Fingia que não tinha curiosidade, de ver os actores "Incríveis" a usarem as minhas palavras no palco.

Mas naquele dia calhou, a reunião acabou mais cedo e eu  lá fui até ao Salão de Festas. Depois de descer as escadas que me levaram da segunda galeria até à sala, sentei-me numa das cadeiras de plástico, tentando permanecer anónimo.

Fui anónimo pouco tempo, dai a quase nada a encenadora perturbou a silêncio da plateia ao anunciar a presença do autor na peça. Os actores bateram palmas e eu levantei-me e fiz-lhes uma vénia.

A mulher que estava a meu lado disse a sorrir que não me tinha imaginado a escrever aquelas coisas.

E num primeiro momento até eu duvidei ter escrito aquelas palavras, que agora ganhavam vida através dos corpos e das vozes das personagens da peça "O Amor é uma Invenção do Cinema", a minha estreia mais a sério nos palcos...

(Fotografia de Luís Afonso)

terça-feira, março 20, 2018

Quase no Final da Calçada da Pedreira...


Hoje ao passar por uma rua quase esquecida, povoada de casas abandonadas com um ar desolador. Sim, se falassem de certeza que desabafavam e falavam da sua pouca grande vontade em continuar a fingir alguma imponência.

Perguntava para ninguém, «quem serão os donos destas casas?», que já há muito que deveriam ter colocado umas placas de "vende-se".

Ninguém respondeu. E a única coisa que sei, é que agora já não possuem qualquer atractivo que possa chamar a atenção dos distraídos...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, março 16, 2018

Paredes do Ginjal em Constante Mudança...


As paredes dos velhos armazéns e dos muros do Ginjal sofrem mudanças, mais constantes do que é habitual, tanto nas tonalidades como nos desenhos, que lhes são oferecidos por artistas, de todos os gostos e talentos.


Pensava que existia alguma "solidariedade" e "respeito" entre os adeptos da arte urbana, mas pelos exemplos a que vou assistindo no Ginjal, são uma "treta", tal como o "fair-play" nos estádios de futebol... Ou seja, o "pintar por cima", é a norma vigente.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, março 04, 2018

A Importância (ou não) dos Dias...


De há uns tempos para cá noto que algumas pessoas antecipam as datas de comemorações importantes, quase sempre apenas por conveniências próprias. Fico com a sensação de que estão com medo de que as suas iniciativas acabem por ser um fracasso, graças à provável "concorrência" nos dias festivos...

Um desses exemplos é comemoração do Dia Internacional da Mulher em Almada, pela União de Juntas Urbanas. Há pelo menos três anos que esta data é antecipada.

Este ano também reparo que se está a preparar uma homenagem a Alexandre Castanheira (por algumas associações almadenses, inclusive as a que pertenço...), que terá lugar a 17 de Março e onde se publicita o Dia Mundial da Poesia. 

Não sei de quem partiu a ideia, mas não me parece muito inteligente esta antecipação, porque uma coisa é o Dia Mundial da Poesia, outra é uma homenagem a Alexandre Castanheira, que nos deixou este ano, que entre outras coisas, foi um grande poeta de Almada.

Por este andar, e com esta nova filosofia, qualquer dia começamos a festejar os nossos aniversários, quando nos apetecer...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, fevereiro 17, 2018

"O Senhor Amadeo" (e um "Convite" Especial...)

Hoje é dia da poesia e da fotografia nos meus blogues e na sede da SCALA, em Almada (a partir das 16 horas).

É também por isso que publico, com todo o gosto, um poema do meu caderno, "Praça Miguel Bombarda", e uma fotografia da minha exposição, "Arte com História e com Gente", no "Largo", no "Casario, "Nas Viagens" e na "Carroça" (aqui a fotografia foi substituída pela capa).

Por este ser o meu blogue mais mediático, escolhi uma fotografia, que pode entrar com facilidade na lista da "arte proibida" feita por pessoas que usam saias abaixo do joelho e cuecas de gola alta (homens e mulheres...) e que felizmente embeleza os museus de quase toda a parte (esta está no exterior do Museu do Chiado).

E foi a pensar na onde de puritanismo que nos rodeia que lhe dei o nome, "Convite"... E tem a companhia do poema "O Senhor Amadeo", que é uma homenagem a todos os artistas plásticos, de todos os tempos.


o senhor amadeo

escreve versos com cores
diz que é poeta de mão cheia
e de uns tantos amores

alguns dos companheiros
olham para os seus quadros
quase sempre espantados
não conseguem perceber
muito bem a sua linguagem
o que ele lhes quer dizer

amadeo não fica incomodado
diz apenas que é modernista
prefere a cor as formas
às fotografias pintadas
e se quiserem até lhe podem
chamar fantasista
ou até ilusionista

(Fotografia de Luís Eme)


terça-feira, fevereiro 13, 2018

Parque da Paz

Se há um lugar em Almada, que me enche de orgulho, é o Parque da Paz, o pulmão verde da Cidade, que vi nascer, crescer e tornar-se um lugar aprazível, para todos os que gostam do contacto com a natureza. Podemos andar, correr ou ficar por ali, parados, na relva ou nos bancos, a ver o tempo passar...


E sim, é uma das boas Conquistas de Abril e do Poder Local. Sem sombra de dúvida.

(Fotografias de Luís Eme - frescas, de hoje de manhã)

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

"Arte com História e com Gente"


É uma coisa rara, mas desta vez vou repetir-me e falar no "Largo" no mesmo assunto que falei há minutos no "Casario". 

Como se trata de uma exposição de fotografia cá de casa, em que algumas imagens já ilustraram um ou outro texto dos dois blogues, faz sentido a "repetição".

Como perceberam pelo cartaz, vou expôr fotografias com "gente de bronze e de pedra", embora por vezes também surjam alguns figurantes de carne e osso.  Já há algum tempo que tinha vontade de o fazer, por ter várias fotografias com pequenos pormenores que ia destacando nas imagens que retratava, com o objectivo fotográfico - e artístico - de tentar fazer uma "coisa" diferente"...

domingo, fevereiro 11, 2018

Uma Entrevista Esclarecedora...

Um amigo telefonou-me e disse-me para ler o "Diário de Notícias", vinha lá uma entrevista de Inês Medeiros, a presidente da Câmara de Almada (posteriormente descobri que a entrevista vinha na revista, na "Notícias Magazine").

Li a conversa com interesse, fiquei a conhecer um pouco melhor a nova presidente. Identifiquei-me com muitas coisas que disse, com outras nem tanto. Foi uma entrevista sobretudo política, à autarca.

Houve algo que registei, por sempre me ter feito confusão, o facto dos museus almadenses estarem fechados ao domingo (assim como a prática local do PCP nem sempre coincidir com a  sua "teoria" parlamentar...)

«Nestes últimos anos, as despesas com o pessoal dispararam mas à despesa não correspondeu maior eficácia de serviços. Evidência disso são os museus. Os museus em Almada fecham aos domingos quando é conhecida a luta do PCP na Assembleia pela abertura dos museus aos domingos e com entrada livre. E sou testemunha da forma intransigente e sem olhar a custos com que o PCP defende a proposta. Estranho portanto chegar a Almada e verificar que aqui a questão orçamental foi prioritária e, portanto, não há museus ao domingo. Ainda por cima fecham às seis da tarde nos restantes dias da semana, no inverno e no verão. Uma regra que inutiliza, em grande medida, espaços fantásticos como a Casa da Cerca, um local ideal para beber um copo ou visitar ao fim da tarde.»

(Fotografia de Sara Matos - "N.Magazine")

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Uma Exposição Especial...

Hoje quando estava a montar a exposição de desenho, "Arte com Humor", da autoria de Mário Nery, revivi alguns episódios - e algumas pessoas - memoráveis. Isso aconteceu porque muitas das caricaturas expostas retratam temáticas da "Tertúlia do Dragão", que se realizou entre 2002 e 2013, organizada pela SCALA no café almadense, "Dragão Vermelho"...

A exposição será inaugurada amanhã às 16 horas, na sede / galeria da SCALA (rua Conde Ferreira - Almada) e merece ser visitada por todos os que gostam de Arte...

quarta-feira, janeiro 31, 2018

A Mulher que Conta as Estrelas...


Já ultrapassou há algum tempo os oitenta anos e posso dizer que faz parte do meu roteiro diário, pois a sua casa e a sua "varanda" ficam quase logo depois da esquina, assim que saio do prédio onde habito, em direcção a uma das duas cidades por onde me reparto.

Falamos sempre, nem que seja apenas um bom dia, uma boa tarde ou até uma boa noite (mais no Verão, quando o calor pede rua...), às vezes três, quatro vezes por dia.

Normalmente passo sempre apressado (por ser esta a minha forma de andar e também por querer chegar a horas, onde quer que seja...), mesmo assim ela ensaia o dialogo, tanto me pode perguntar pela "patroa e pelas crianças", que já não vê passar há uns dias... como falar do tempo, aqueles coisas que metem vento, chuva ou um belo dia de sol... E nunca me esqueço de lhe oferecer um sorriso.

Um dos seus passatempos é contar as estrelas, procurar a mais famosa, a do Norte, que até faz parte de canções. Às vezes fala-me delas, quando nos encontramos já ao cair da noite.

Ela é o espelho maior da solidão das cidades, mas em vez de se fechar em casa, vem para o seu varandim em busca do "calor humano". Como é simpática, todas lhe oferecem no mínimo um cumprimento, que a ajuda a suportar o tempo e o espaço de uma vida quase vazia de gente...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 30, 2018

Os "Excelentíssimos" Fiscais...


Os fiscais dos transportes de Almada (especialmente os do "metro"...), têm qualquer coisa de "passadista" (também pode ser de "salazarista"), na forma como olham e como falam com os utentes.

Por vezes fazem mesmo uma autêntica "espera" às pessoas que saem do transporte nas estações, barrando-lhes o caminho, para lhes pedir o passe ou um título válido da viagem, provocando a indignação da maior parte das pessoas, que acham que as estações já são campos de liberdade...

Já fiz mais que uma vez  orelhas moucas conseguindo pôr os fiscais a correr atrás de mim, com a tal "cara" passadista. Faço-me desentendido e "surdo", mostrando-lhes o passe, sem dizer qualquer palavra. Ficam desconfiados, sem perceber que faço aquilo graças à sua "actuação pública", que faz com que me apeteça "transgredir"...

Aquilo que recordo mais parecido com a acção destes "excelentíssimos" fiscais, é o impagável guarda do Parque das Caldas, coxo, que, munido do seu apito, parecia um árbitro num campo de futebol, mal pisávamos a relva...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, janeiro 05, 2018

«Vaca é a tua mãe, ó meu cabrão de merda!»

Ontem ao fim da tarde assisti a uma cena digna de um filme felliniano.

Ainda vinha ao longe e já estava a ouvir um carro a apitar. Quando cheguei à caixa do multibanco percebi que era uma viatura que queria sair e estava "tapada" por uma carrinha de alguém que vendia cafés, e não deveria estar muito longe...

Estive à espera na caixa uns três minutos (o senhor queria levar o dinheiro todo...). E só quando me vinha embora é que vejo um sujeito com dois rapazolas a aproximar-se da carrinha. Os rapazes entraram mas o homem não deve ter gostado da buzina do carro, e em vez de pedir desculpa pelo incómodo ainda foi tirar satisfações.

Pela forma como mexia os braços percebi que não estava a ser muito meigo. Normalmente nem sequer me aproximava da discussão, mas reparei que era uma mulher que estava dentro do carro, Um homem mais ou menos da minha idade, atento ao que se passava, também se começou a aproximar (acabámos por dar força um ao outro...). Quando chegámos ao pé do carro o "valentão" calou-se e assim que o meu companheiro de aventura perguntou à condutora se havia algum problema, ele começou a afastar-se sem palavras. Ela exaltada respondeu que havia, mas que ia já deixar de haver, e saiu do carro, virando-se para o homem que já estava a "bater em retirada": «Oiça lá!»

O homem parou e esperou-a em posição de desafio. Quando ela ficou frente a frente, surpreendeu tudo e todos, ao dar-lhe um chapadão daqueles que fazem eco (bem merecido...), atirando-lhe logo de seguida: «Vaca é a tua mãe, ó meu cabrão de merda!»

O homem ficou paralisado por uns segundos, agarrado à cara. E nós aproveitámos esta pausa para fazer escolta à mulher para junto do carro.

Contra todas as previsões, o "herói" enfiou o rabinho entre as pernas, entrou na carrinha e desapareceu o mais rápido que pôde da praça.

Depois cada um de nós seguiu o seu caminho, quase sem palavras.

Quando vinha para casa não consegui esconder a satisfação, por me ter aproximado e ter dado a força que a mulher precisava, para silenciar um dos muitos "chicos-espertos"  (e ordinários) deste mundo...

(Fotografia de Roger Schall)

quarta-feira, janeiro 03, 2018

(E Esta?) Uma Casa com Janelas Para o Rio e Para Lisboa...


Achei curiosa a transcrição de uma das cartas do D. Filipe I (o primeiro invasor espanhol...), que encontrei no meu "arquivo", numa crítica literária de Alexandra Prado Coelho, publicada no suplemento "Ipsilon", a 14 de Março de 2008:

«Indispensáveis para compreender a personalidade de Filipe I de Portugal (II de Espanha) são as cartas que escreveu às filhas durante o tempo que passou em Lisboa, depois de se ter tornado rei de Portugal.
Aí descreve a sua vida na cidade, conta detalhes domésticos, fala de trivialidades e releva o quanto gosta de estar em Lisboa. Durante as Cortes de Tomar, por exemplo, comenta: Querem vestir-me de brocado, muito contra a minha vontade, porque dizem que é o costume nestas paragens”. E noutra carta: “Atravessámos o rio para vir para Almada, onde tenho uma casa muito bonita mas pequena, e de todas as janelas vê-se o rio e Lisboa, e os barcos e as galés”.
Estas cartas reforçam a imagem que Kamen (Henry) dá a Filipe, um governante que “não pensava em termos de um grande plano” e cuja maior preocupação era “manter tudo a funcionar bem”.»
                                                 
O mais curioso é tentar descobrir onde fica essa "casa muito bonita, mas pequena, e de todas as janelas vê-se o rio e Lisboa, e os barcos e as galés". Sei que este "pequeno" tem muito que se lhe diga, pelo menos para um rei...

(Fotografia de Luís Eme - a Casa da Cerca em Almada)

sábado, novembro 25, 2017

Romeu "Excessivo"...

O Município de Almada resolveu aproveitar a comemoração do 20.º aniversário do Fórum Romeu Correia para realizar dezenas de iniciativas de homenagem ao grande Escritor de Almada, neste ano em que se comemora o centenário do seu nascimento, praticamente em apenas uma quinzena.

Não pensaram no quanto isso poderia ser "cansativo" para as pessoas, principalmente para os indiferentes ou aqueles que sempre olharam de lado para Romeu Correia.

Isso poderá explicar a ausência de público numa sessão tão prometedora como a de ontem, em que se iria falar da matéria mais popular, e de mais evidência como autor, a sua faceta de dramaturgo, com as peças que escreveu e as que visitaram os palcos, especialmente de grupos amadores, de Norte a Sul.

É também nestes momentos que eu percebo a parte "postiça", da Almada, "Capital do Teatro"... Não apareceu um actor, um encenador ou um amante de teatro...

(Fotografia de Luís Eme)